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[AULA 6] Variação Linguística - 5 ano

Atualizado: 7 de nov.

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Hoje, na nossa aula preparatória, vamos aprender algo muito legal sobre os textos: identificar as marcas linguísticas. Mas o que é isso? Calma, vou explicar tudinho!


CONHECENDO O DESCRITOR


O que são marcas linguísticas?

Imagine que um texto é como uma conversa. Em toda conversa, temos alguém que fala e alguém que ouve, certo? No mundo dos textos, também é assim! Temos o locutor, que é como se fosse a pessoa que está falando ou escrevendo o texto, e o interlocutor, que é a pessoa para quem o texto é direcionado, ou seja, quem está lendo ou ouvindo.


As marcas linguísticas são como pistas que encontramos no texto e que nos ajudam a descobrir quem é o locutor e o interlocutor. Essas pistas podem ser o jeito que a pessoa escreve, as palavras que ela usa, se ela usa gírias ou não, entre outras coisas.


Tipos de marcas linguísticas

Existem várias maneiras de identificar as marcas linguísticas em um texto. Vamos ver alguns exemplos:

  • Linguagem formal e informal: Quando escrevemos um bilhete para um amigo, usamos uma linguagem mais descontraída, como “E aí, tudo bem?”. Já quando escrevemos uma carta para uma autoridade, usamos uma linguagem mais formal, como “Prezado Senhor”. Essa diferença no jeito de escrever é uma marca linguística.

  • Expressões e gírias: As expressões e gírias que usamos também são marcas linguísticas. Por exemplo, se um texto usa a expressão “massa”, podemos imaginar que o locutor é uma pessoa mais jovem ou que está em um ambiente mais informal.

  • Variações regionais: As pessoas de diferentes regiões do Brasil falam de maneiras diferentes, usando palavras e expressões típicas de cada lugar. Essas variações regionais também são marcas linguísticas. Por exemplo, em algumas regiões se usa “mandioca”, enquanto em outras se usa “aipim” ou “macaxeira” para se referir ao mesmo alimento.

  • Nível de intimidade: O jeito que o locutor se dirige ao interlocutor também é uma marca linguística. Se ele usa palavras como “querido” ou “amigo”, podemos perceber que existe uma relação de proximidade entre eles.


Vamos analisar alguns exemplos para ficar mais claro:

  • Exemplo 1: “Oi, galera! Tudo sussa? Bora pro cinema hoje?”

    • Locutor: Provavelmente um jovem.

    • Interlocutor: Amigos ou pessoas próximas.

    • Marcas linguísticas: Linguagem informal, gírias como “sussa” e “bora”.

  • Exemplo 2: “Senhores pais, informamos que as matrículas para o próximo ano letivo estarão abertas a partir do dia 10 de dezembro.”

    • Locutor: A escola ou uma autoridade escolar.

    • Interlocutor: Pais ou responsáveis pelos alunos.

    • Marcas linguísticas: Linguagem formal, uso de “senhores pais” e “informamos”.


Importância de identificar as marcas linguísticas

Saber identificar as marcas linguísticas é importante para entendermos melhor os textos e as intenções de quem os escreveu. Isso nos ajuda a interpretar as mensagens de forma mais completa e a nos comunicarmos de maneira mais eficaz.

Por que é importante?

A habilidade de identificar as marcas linguísticas é crucial por diversas razões:

  • Compreensão textual aprofundada: Permite entender as nuances da mensagem, incluindo a intenção do autor e o contexto em que foi produzida.

  • Análise crítica do discurso: Ajuda a identificar possíveis vieses e intenções persuasivas presentes no texto.

  • Produção textual adequada: Auxilia na escolha da linguagem apropriada para diferentes situações comunicativas.

  • Desenvolvimento da competência comunicativa: Contribui para uma comunicação mais eficaz e adequada aos diferentes contextos sociais.

  • Entendimento das relações sociais: Revela relações de poder, hierarquia e intimidade entre os interlocutores.


  • Observe o vocabulário: A escolha das palavras revela muito sobre o locutor e o contexto. Palavras formais indicam um contexto mais sério e um locutor que preza pela norma culta. Palavras informais e gírias indicam um contexto mais descontraído e uma relação de maior proximidade entre os interlocutores.

  • Analise a estrutura das frases: Frases mais complexas e elaboradas são típicas de textos formais, enquanto frases mais curtas e simples são comuns em textos informais.

  • Preste atenção nos pronomes de tratamento: O uso de "você" indica um tratamento mais informal, enquanto "senhor" e "senhora" indicam formalidade e respeito.

  • Identifique as marcas de oralidade: A presença de hesitações ("é...", "hum..."), interjeições ("nossa!", "ah!") e repetições indica que o texto se aproxima da linguagem falada.

  • Considere o gênero textual: O gênero textual (carta, e-mail, artigo científico, conversa informal, etc.) influencia diretamente as marcas linguísticas utilizadas.

  • Contextualize o texto: Leve em consideração o contexto social, histórico e cultural em que o texto foi produzido.

Fórum: Opinar, compartilhar e refletir

🎯 Tema:

“Variação Linguística: cada jeito de falar conta uma história!”


💬 Situação inicial

Você já reparou que nem todo mundo fala da mesma forma?

Algumas pessoas dizem “pipoca”, outras “pó de milho”; uns falam “vocês vão”, outros dizem “ocês vai”.


Essas diferenças acontecem porque a língua muda conforme o lugar, a idade, a situação e o grupo social de quem fala. Isso é o que chamamos de Variação Linguística, um jeito natural e bonito de mostrar a diversidade cultural do nosso país!


🧠 Proposta para reflexão

Leia o trecho abaixo e pense:

“Na casa da minha avó, em Minas, o pessoal fala ‘trem’ pra quase tudo. Já meus primos do Nordeste dizem ‘oxente!’ quando se espantam. Eu acho muito interessante como cada lugar tem seu jeitinho de falar.”


💡 Questões para o Fórum

  1. Quais palavras ou expressões diferentes você conhece e que as pessoas da sua família ou da sua região costumam usar?

  2. Você já ouviu alguém falar de um jeito diferente do seu? Como se sentiu?

  3. Você acha que existe um jeito certo de falar ou todos os jeitos têm valor? Por quê?

  4. Como a forma de falar mostra um pouco da história e da cultura das pessoas?


🗨️ Orientações para a postagem

  • Escreva com suas próprias palavras.

  • Respeite as opiniões dos colegas.

  • Leia as respostas dos outros alunos e comente em pelo menos uma postagem, dizendo o que achou interessante ou diferente.

PRATIQUE!

Questão 1. Leia e responda:


Na hora do recreio, Felipe correu até o amigo e disse:
— Cara, tu não acredita! Achei um sorvete inteiro ali na cantina, caído no balcão. Ninguém viu, não. Bora lá pegar?
Pedro riu:
— Tu é doido, Felipe. Pergunta pra tia da cantina primeiro!

O que as marcas linguísticas da crônica indicam?

A) O locutor é um adulto falando de forma formal com alunos.

B) O locutor é um estudante usando linguagem informal, com gírias e variação regional.

C) O texto foi escrito por uma diretora da escola, usando linguagem técnica.

D) O interlocutor é um desconhecido em situação formal.


Questão 2. Leia e responda:


A diretora da escola passou pela sala e anunciou:
“Senhores alunos, informamos que a Feira Cultural ocorrerá no próximo sábado, às 8h. Solicitamos que tragam seus crachás e materiais previamente combinados com os professores.”
Os estudantes se entreolharam em silêncio.

O que podemos perceber pelas marcas linguísticas?

A) O locutor usa linguagem formal, indicando posição de autoridade.

B) O locutor fala com muita intimidade, usando gírias como “galera” e “bora”.

C) O texto contém variação regional típica do Nordeste.

D) O interlocutor é um grupo de amigos conversando no recreio.


Questão 3. Leia e responda:


Laura chegou de viagem e contou aos colegas:
— Lá na casa da minha avó, ninguém fala “pipoca”, sabia? Eles chamam de “puba”. E também não dizem “mandioca”. É tudo “macaxeira”. No começo eu fiquei perdidinha, mas depois acostumei.
Os amigos riram, curiosos com as palavras diferentes.

O que essa crônica mostra sobre variação linguística?

A) Marcas linguísticas formais próprias de textos acadêmicos.

B) Gírias usadas apenas por adolescentes.

C) Variações regionais que mostram diferentes modos de falar no Brasil.

D) Linguagem técnica usada por profissionais da saúde.


Questão 4. Leia e responda:


Quando chegou em casa, Júlia encontrou um bilhete preso na porta da geladeira:
“Filha querida, deixei seu lanche pronto. Lembra de levar o casaco, tá bem friinho. Te amo. Mamãe.”
Júlia sorriu, sentindo o carinho no texto.

Quem é o interlocutor e o que revela a marca linguística?

A) O interlocutor é um aluno, e o tom é extremamente formal.

B) O interlocutor é a mãe, escrevendo de forma científica.

C) O interlocutor é a filha, e o texto revela intimidade e carinho.

D) O interlocutor é a diretora, deixando um aviso oficial.


Questão 5. Leia e responda:


Durante a apresentação de ciências, Luís tropeçou nas palavras:
— É... então... hoje eu vim explicar... hum... como funciona o ciclo da água. Primeiro, a água... nossa... evapora, né? Aí sobe e faz nuvem...
A professora sorriu, incentivando:
— Continue, Luís, você está indo bem!

As marcas linguísticas do texto mostram:

A) Linguagem formal com frases complexas.

B) Marcas de oralidade, como hesitações, pausas e expressões espontâneas.

C) Uso de gírias regionais do Brasil.

D) Linguagem técnica própria de cientistas profissionais.


Questão 6. Leia e responda:

Na manhã de sábado, a Feira Municipal de Lago Azul recebeu muitos visitantes. Um fato curioso chamou a atenção dos repórteres: enquanto alguns feirantes anunciavam “aipim fresquinho”, outros gritavam “mandioca boa” e, mais ao fundo, um senhor chamava todos para comprar “macaxeira da boa”.
Segundo a administração da feira, a diferença nos nomes acontece porque os feirantes vêm de diferentes regiões do Brasil.

O que essa reportagem mostra sobre a variação linguística?

A) Que apenas um dos nomes está correto e os outros são erros de linguagem.

B) Que palavras diferentes podem ser usadas para o mesmo alimento, dependendo da região.

C) Que só pessoas mais velhas usam a palavra “macaxeira”.

D) Que feiras não deveriam ter variação linguística para evitar confusão.


Questão 7. Leia e responda:

Durante a inauguração da nova biblioteca da Escola Esperança, a repórter entrevistou alguns estudantes.
Quando perguntado sobre o que achou do espaço, João, de 11 anos, respondeu animado:
“Tá massa demais! Vou viver aqui dentro!”
A diretora achou a resposta divertida e disse que isso mostrava como os alunos estavam animados com a novidade.

Que marca linguística aparece na fala do estudante?

A) Uso de linguagem formal, típica de textos científicos.

B) Uso de gíria, indicando informalidade e entusiasmo juvenil.

C) Uso de palavras técnicas da área da educação.

D) Uso de um pronome de tratamento respeitoso.


Questão 8. Leia e responda:

A Escola Aurora enviou um comunicado sobre a vacinação dos estudantes.
O texto dizia: 
“Senhores pais e responsáveis, informamos que a campanha de vacinação acontecerá nesta quarta-feira, das 8h às 12h. Favor enviar a carteirinha de vacinação.” 
O comunicado foi lido na rádio local para alcançar todas as famílias.

Que marcas linguísticas mostram que o texto é formal e destinado aos responsáveis?

A) Uso de gírias e expressões informais.

B) Uso de frases curtas e linguagem descontraída.

C) Uso de termos como “senhores pais”, “informamos” e “favor”.

D) Uso de emojis e abreviações.


Questão 9. Leia e responda:

Durante uma visita ao litoral de Pernambuco, um repórter registrou o depoimento de Seu Raimundo, pescador da região.
Ele contou:
“Hoje o mar tá arretado, meu filho! Mas nós já estamos acostumados com essa braveza dele.”
A fala chamou atenção pela forma típica da região.

O que podemos identificar nas palavras do pescador?

A) Marcas da linguagem científica.

B) Marcas da linguagem formal.

C) Variação regional, com palavras usadas no Nordeste.

D) Erros de português.


Questão 10. Leia e responda:

A professora Carla enviou uma mensagem no grupo da turma do 5º ano:
“Bom dia, queridos alunos! Não esqueçam de trazer o material de artes amanhã. Qualquer dúvida, estou à disposição.”
A aluna Ana respondeu logo depois:
“Prof, beleza! Vou lembrar.”

O que podemos concluir sobre as marcas linguísticas presentes na conversa?

A) A professora usa linguagem mais formal; a aluna usa linguagem informal.

B) As duas usam linguagem formal.

C) As duas usam linguagem informal.

D) A professora usa gírias e abreviações.


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