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Relato de Experiência

Lembre que um relato de experiência tem como uma das características revelar o autor que o escreve. Isso acontece porque o autor, para aproximar-se do leitor, utiliza pronomes pessoais e de tratamento e adjetivos que expressam seus  sentimentos. Sua voz transparece tanto no texto que se os leitores o conhecerem pessoalmente, poderão identificar seu jeito de dizer as coisas ao ler o texto.

Outra particularidade desse gênero textual é que aqueles que escrevem relatos de experiência estabelecem um diálogo entre o passado vivido, o presente de quem recorda e escreve, e os leitores do texto. Para isso, vão fazendo um jogo do “agora” com o “ontem”, do “aqui” com o “lá”, aparecendo no texto marcas desse jogo por meio dos verbos ora no presente, ora no passado.

Como você pode ver, o relato de experiência é muito diferente de um relatório técnico, que é usualmente escrito na terceira pessoa para demonstrar, entre outras coisas, a distância de quem escreve do fato que é relatado e, com isso, tornar o texto impessoal.

O que é?

O relato de experiência é um texto que descreve precisamente uma dada experiência que possa
contribuir de forma relevante para sua área de atuação. É a descrição que um autor ou uma equipe fazem de uma vivência profissional tida como exitosa ou não, mas que contribua com a discussão, a troca e a proposição de ideias para a melhoria do cuidado na saúde. 


Ele traz as motivações ou metodologias para as ações tomadas na situação e as considerações/impressões que a vivência trouxe àquele (a) que a viveu. O relato é feito de modo contextualizado, com objetividade e aporte teórico. Em outras palavras, não é uma narração emotiva e subjetiva, nem uma mera divagação pessoal e aleatória.


Nem todas as experiências mostram resultados positivos, mas, mesmo quando revelam enfrentamentos e dificuldades, os relatos são importantes para alertar outros trabalhadores e indicar novos caminhos.


Enquanto alguns defendem que nesse tipo de texto exista maior liberdade para descrever impressões e tecer considerações com uma linguagem mais pessoal, outros mantêm que, sendo um trabalho científico, ele deve manter a impessoalidade e seriedade que a academia requer. 


Seja como for, o relato deve trazer considerações (a partir da vivência sobre a qual se relata e reflete) que sejam significativas para a área de estudos em questão. Isto é, é importante que seu relato não fique apenas no nível de descrever uma situação. Ele deve ir além e estabelecer ponderações e reflexões, embasadas na experiência relatada e no seu respectivo aparato teórico. É esperado que tais experiências possam contribuir para outros pesquisadores da área, ampliando o efeito da sua experiência como potencial exemplo para outros estudos e vivências.


O relato de experiência normalmente inclui uma introdução com marco teórico de referência para a experiência. A seguir, traz os objetivos da vivência e expõe as metodologias empregadas para realizar tal experiência, incluindo descrição do contexto e dos procedimentos. Após isso, apresentam-se os resultados observados e as considerações tecidas a partir dos mesmos.

Como escrever um Relato de Experiência Pessoal?

Sobre qual experiência você quer contar?
O que você gostaria de contar sobre a experiência?
O que você e a sua equipe aprenderam com essa experiência?
Que desafios foram encontrados para o seu desenvolvimento?
O que você mais gostou e o que você não gostou?
Pensando no que você descreveu sobre a sua experiência, o que mais ainda pode ser feito?

 

Produção do Relato de Experiência 

 

I. Parte Pré textual: composta pelos seguintes elementos: capa; folha de rosto; ficha catalográfica; folha de aprovação; resumos (em língua vernácula e estrangeira).

II. Parte Textual

A) Introdução: Apresentação do marco teórico: problemática; objetivos e justificativa.

B) Metodologia: Descrição dos procedimentos, contexto institucional.

C) Análise e Discussão: Contextualizando a experiência e mostrando os resultados obtidos.

D) Conclusão

III. Parte Pós Textual: deve-se expor as referências, apêndices, anexos (se necessário) entre outros.
 


 Fonte: 

https://www.escrevendoofuturo.org.br/arquivos/2169/orientacoes-relato-de-experiencia-2006.pdf 

https://www.ufjf.br/nutricaogv/files/2016/03/Orienta%C3%A7%C3%B5es-Elabora%C3%A7%C3%A3o-de-Relato-de-Experi%C3%AAncia.pdf

https://www.unifacisa.edu.br/arquivos/monografia-pos/documentos/tipos-tccs-opcao-relato-experiencia.pdf